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Outubro Registra R$ 498 Bilhões Em Movimentação De Cargas No País

De acordo com um balanço mensal elaborado pela empresa de averbação eletrônica AT&M Tecnologia, o mês de outubro contabilizou cerca de R$ 498 bilhões em movimentação de transporte de cargas no Brasil. Os números são registrados com base nos documentos de seguros elaborados pelas transportadoras. Em comparação ao mesmo período do ano passado, que registrou R$ 237 bilhões em movimentação, o valor cresceu 110%.

[Foto: Reprodução]
Foto: Reprodução

A coleta de dados inclui também o seguro de responsabilidade civil obrigatório, conforme resolução 247 do órgão regulador SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), gerando a movimentação de 80 milhões de documentos de seguros. Segundo o sócio diretor da AT&M, Flademir Lausino de Almeida, as empresas já se adaptaram às novas exigências das Secretarias de Fazenda dos Estados e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em relação ao preenchimento do MDF-e (Manifesto de Documentos Fiscais eletrônico).

A AT&M Tecnologia, especializada na tecnologia EDI (Electronic Data Interchange), atende mais de 20 mil empresas no mercado de transporte de cargas e seguros, sendo responsável pelo registro e movimentação de mais de 80 milhões de documentos por mês, que são emitidos pelas empresas de transportes e embarcadores na realização do transporte de suas cargas.

 

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Contrail vai operar novo terminal para contêineres em Jundiaí

A Contrail Logística vai inaugurar, em dezembro, o Terminal Intermodal de Jundiaí (Tiju), plataforma que tem como objetivo consistir em uma solução eficiente e competitiva para exportações, importações e logística doméstica via ferrovia até o Porto de Santos (SP).

Localizado em uma área de 75 mil m² quadrados, o Tiju está situado a 30 km de Campinas (SP) e a 50 km da capital paulista, em uma das regiões mais industrializadas do país. Ele foi construído junto à linha férrea da MRS e conta com capacidade para movimentar 70 mil TEUs por ano.

A operação intermodal pode beneficiar especialmente indústrias ligadas à importação de insumos e à exportação de bens acabados localizadas em cidades próximas a Jundiaí e Campinas, como Cajamar, Louveira, Vinhedo, Valinhos, Itupeva, Salto, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Itu, Amparo e Itatiba.

A intenção é proporcionar uma alternativa mais eficiente com a utilização do transporte ferroviário, modal que oferece baixo custo, previsibilidade, acesso sem filas aos portos, segurança elevada e baixo impacto ambiental. Uma composição ferroviária com 21 vagões, por exemplo, transporta o equivalente a 42 caminhões.

Com sua localização estratégica e com a integração entre modais de transportes, o Tiju também reduz os custos dos clientes com a armazenagem de cargas, uma vez que os contêineres podem ficar na área da Contrail, liberando espaço nos estoques das indústrias. Dessa forma, o empreendimento funcionará como uma espécie de pulmão logístico, regularizando o fluxo operacional e auxiliando em períodos de grandes picos de demanda.

“Acreditamos que o transporte multimodal é a solução logística mais eficiente e sustentável e a melhor escolha nas operações envolvendo o Porto de Santos. Com a economia voltando a crescer, é fundamental para o mercado ter uma alternativa ao modal rodoviário, com custo competitivo e outras vantagens”, analisa Rodrigo Paixão, CEO da Contrail.

A companhia vai gerenciar e operar todas as atividades de transporte feitas por meio do terminal, desde o porto até o cliente. A intenção é que ao longo de 2018 o Tiju também opere com cargas com origem ou destino nos portos do Rio de Janeiro, também por meio da malha ferroviária da MRS.

Correios realizam audiência pública visando mercado de cabotagem

Os Correios realizaram, na manhã desta quarta-feira, 29 de novembro, a quarta audiência pública para debater a entrada da estatal em novos nichos de mercado. A empresa pretende prestar serviços de transporte de carga nos modais marítimo de cabotagem e terrestre na modalidade porta-a-porta. A princípio serão atendidas as regiões metropolitanas de Salvador, Recife, Fortaleza, Belém e Manaus em um contrato com um grande cliente que não teve seu nome revelado.

Na audiência foram destrinchados alguns detalhes das operações iniciais, que terão certa complexidade e uma faceta de protótipo por conta da experiência ainda tímida dos Correios no segmento de cabotagem. “Os Correios praticamente não investem nesse sentido e a ideia é mudar isso. Vemos esse mercado com muito potencial, por isso queremos testar ele, fazer experimentos”, disse Carlos Henrique de Luca Ribeiro, executivo da estatal e um dos coordenadores do projeto, em entrevista à Tecnologística.

[Foto: Alex Tajra]
Foto: Alex Tajra

“Não só em termos econômicos, mas essa fase inicial também vai ser importante para fazermos uma análise operacional. Manaus, por exemplo, sofre muito com essa questão da entrega. É uma cidade que tem esse problema e por outro lado é um lugar estratégico, já que tem uma estrutura muito avançada”, explica Ribeiro.

Nesse projeto inicial, onde os Correios atenderão um grande cliente ligado ao governo federal, os produtos serão coletados num raio de 150 km a partir da Praça da Sé, marco zero da capital paulista. Será aberta então uma licitação para os transportadores do país que se interessarem em levar essa carga aos destinos citados. “O que nós vamos fazer é colocar um contêiner nosso dentro do navio da empresa”, diz o executivo.

Contudo, segundo Ribeiro, as próximas operações podem envolver ainda mais localidades e atingir um raio maior em relação às grandes cidades. “Vamos fazer esses testes e ver como nos saímos. Somos um player novo nesse mercado, mas estamos com uma boa expectativa de aumento de carga e redução de custos”.

Os Correios, em linhas gerais, costumam abrir suas licitações, em termos de porcentagem, tanto para grandes empresas do setor – que realizam os processos de forma autônoma – como para os pequenos e médios operadores que terceirizam algumas partes da operação, como a contratação de navios. Nesse caso em específico, contudo, a estatal vai privilegiar as empresas médias para gerar mais desenvoltura no processo e estreitar as relações dos Correios com as companhias.

Segundo Ribeiro, ainda não existe um prazo fixado para o lançamento do edital que vai permitir as inscrições das empresas no projeto, mas a ideia é que esteja tudo concretizado até julho de 2018.

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GLI - Gestão de Logística Internacional Ltda